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- O prato (local onde se punha o disco) era recoberto por um veludo muito vermelho e muito espesso pra não arranhar o disco, como se isso fosse possível. A borda prateada do prato em contraste com o veludo cor de sangue e o negro do disco sempre a girar, desde que
se lhe desse-mos bastante corda, tinha em mim, menino, um efeito mágico. Quando a agulha do pesado braço enfim feria o espesso e ágil disco, iniciava-se mais uma sessão esotérica, cabalística, fabulosamente transcendental. Pra mim aquela vitrola era um espécie de portal dimensional acionado por uma tosca manivela de metal. Era, na minha imaginação de criança, a ligação com o imponderável, com o desconhecido, com o fabuloso. Era uma espécie de Ascenção a planos mais sutís, causada pela música que de maneira miraculosa, emergia do nada, daquela caixa de madeira vermelha maravilhosa!
- Essa Vitrola ainda existe hoje em dia, no Museu dum grande colecionador de Artes aqui da Região, não tenho nem coragem de ir lá. Não sei que reação teríamos, a Vitrola e eu
, ao nos reencontrar-mos. Deixemos isso para uma outra existência...
- Mas o motivo desta postagem é alegria, é para lembrar-lhes que temos aqui no Site uma página dedicada a gravações antigas, em 78 rpm ou não, discos raros de vinil que não foram transformados em Cds e coisas assim, enfim: Coisas velhas e Boas. Coisas que extraem lágrimas dos mais idosos (como eu) e Suspiros dos mais Jovens (essa é boa mesmo). Mas, estamos só começando, é só uma pequena amostra que poderá expandir-se muito, inclusive com sua ajuda.
Portanto, comece a dar corda na Vitrola, ponha o disco no prato e Boa Viagem!
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